Às vezes o silêncio fala mais alto – ou sobre como combater o preconceito

Recentemente, a postagem nas redes sociais de um vídeo de Morgan Freeman falando sobre preconceito causou algum rebuliço. Enquanto algumas pessoas aprovaram veementemente o vídeo, outras se indignaram com as afirmações de Morgan Freeman de que o mês da consciência negra é “ridículo” e de que o segredo para se livrar do racismo seria “não falar sobre ele”. Para essas últimas, as afirmações de Freeman seriam uma proposta de passividade, de ignorar o problema do racismo, agindo como se ele não existisse – como se Morgan Freeman tivesse dito que “não devemos nos preocupar em combater o preconceito”, ou que “devemos deixar as coisas como elas estão”. Não por acaso, algumas pessoas postaram, em resposta ao vídeo de Morgan Freeman, uma citação de Martin Luther King, segundo a qual “nossas vidas começam a terminar quando nos silenciamos sobre aquilo que importa”. Outros, ainda, insistiram que a continuação do vídeo de Morgan Freeman explicaria melhor o que ele quis dizer – não que não devemos falar sobre o racismo, mas sim de que não devemos tratar as pessoas diferentemente em função de sua cor de pele.

Certamente deve ter havido quem, insidiosamente, buscou usar a entrevista de Morgan Freeman para, indiretamente, atacar o combate ao preconceito com os negros, usando-a como um manto para ocultar as suas próprias tendências preconceituosas e contrárias a movimentos que buscam combater esses mesmos preconceitos. Para essas pessoas, a entrevista de Morgan Freeman seria uma oportunidade para desmerecer os esforços de combate ao racismo, simbolizados, nesse momento em específico, pelo mês da consciência negra ou o dia da consciência negra, aqui no Brasil. Nesse sentido, tratar-se-ia de afirmar a futilidade de tais eventos, como se tudo isso – e, de maneira implícita, o combate ao preconceito – não fosse digno de atenção e não devesse ser levado a sério. Não, é claro (imagine), que devamos ser preconceituosos. É “só” que não vale a pena ficar falando sobre isso.

Naturalmente, muitas vezes, tais afirmações são apenas desculpas para promover o preconceito próprio sem ter que expô-lo efetivamente aos outros. Nesse sentido, a indignação de alguns e completamente justa, e não pode deixar de ser deplorável que alguém use as palavras de Morgan Freeman para desmerecer o combate ao preconceito. Contudo, a partir do momento que entendemos que esse desmerecimento da luta contra o racismo provém não apenas de interpretações mais do que tendenciosas das palavras de Morgan Freeman, mas também dele mesmo, creio que caímos em um terrível equívoco. Isso porque, ao meu ver, o que Morgan Freeman está propondo não é que não levemos o combate ao preconceito a sério. Muito pelo contrário: o que ele está querendo propor é, ao meu ver, uma das maneiras mais efetivas de combater o preconceito.

Para que se possa entender o que quero dizer com isso, é preciso dissipar o que são, ao meu ver, algumas confusões. Afinal, aqueles que entendem que o próprio Morgan Freeman despreza o combate ao racismo, parecem julgar que seja esse o caso porque ele propõe que “não falemos a respeito dele”. Para essas pessoas, pelo que podemos ver, combater o racismo é indissociável de falar dele, de tal modo que o silêncio a seu respeito só poderia enfraquecer o combate a ele.

Entretanto, essa equivalência entre “combater o preconceito” e “falar sobre o preconceito” deve ser questionada. Sobretudo, devemos prestar mais atenção no contexto da fala de Morgan Freeman para entender por que não apenas combater o preconceito não é equivalente a falar sobre ele, mas também por que, às vezes, o silêncio é a arma mais poderosa que temos contra o racismo e contra qualquer outra forma de preconceito.

A casualidade das diferenças

Para entender o que Morgan Freeman quis dizer afirmando que não devemos falar sobre o preconceito, devemos levar em conta a explicação que ele mesmo fornece depois: com efeito, ele diz para o seu entrevistador que “Vai parar de chamá-lo de branco, e pedir que você pare de me chamar de negro. Eu conheço você como Mike Wallace e você me conhece como Morgan Freeman”.

Como dito antes, algumas pessoas entenderam isso apenas como a afirmação de que “não devemos tratar as pessoas diferentemente por causa da sua cor”. E, certamente, também é esse o significado do que Freeman quer dizer. Mas não é apenas isso. Isso seria negligenciar o fato de que Morgan Freeman ligou essa atitude com “não falar sobre o preconceito” – e é aí que está a chave para compreender por que esse silêncio é uma ferramenta de combate contra o próprio preconceito – e talvez, sinceramente, uma das mais fundamentais. Afinal, podemos entender o preconceito precisamente como aquela atitude de julgar que uma característica de alguém – sua cor, sua religião, sua “tribo”, etc. – determina de maneira inequívoca outras características da pessoa, e, geralmente, de modo negativo – seu comportamento, seu caráter, sua humanidade, etc. Sucintamente, poderíamos dizer que o preconceito é o ato de julgar que é possível inferir a natureza de alguém, aquilo que alguém é, por características que não possuem ligação direta alguma com essa natureza – como julgavam, séculos atrás, que negros não eram seres humanos em função de sua cor. Nesse caso, podemos dizer: é constitutivo do preconceito levar a sério as diferenças. Ou, ainda: o preconceito destaca as diferenças. Isso, porque, para quem é preconceituoso em relação a algum grupo de pessoas, aquilo que diferencia as pessoas do seu “próprio” grupo do “outro” grupo não é uma diferença superficial, irrelevante para que se determine qual a natureza das pessoas de um ou outro grupo. Muito pelo contrário – a diferença entre o seu grupo e o “outro” grupo é aquilo que mais merece atenção, pois é visto como aquilo que determina o que as pessoas de cada grupo são – e, precisamente por essa determinação, justifica a segregação desses grupos, na medida em que faz com que eles sejam fundamentalmente diferentes.

Se é assim, não nos parece forçado dizer: quanto mais ressaltamos as diferenças entre dois grupos, quanto mais importância atribuímos a essas diferenças, mais alimentamos a existência de preconceito entre eles. Afinal, quanto mais importância damos a essas diferenças, mais profundamente diferentes julgamos que sejam esses grupos, e mais tendemos a julgar que podemos conhecer as pessoas desses grupos pelas características que as diferenciam das demais. E, se é esse o caso, devemos concluir que, quanto menos ressaltarmos as diferenças entre grupos de pessoas distintas, mais colaboraremos para combater o preconceito que possa haver contra esses grupos.

Ora, quais são as maneiras de ressaltar essas diferenças? Certamente, existem muitas; contudo uma das mais básicas é, precisamente, simplesmente falar sobre essas diferenças. Não, é claro, que queiramos dizer que, simplesmente, deve ser proibido falar que uma pessoa é branca e outra negra, ou qualquer coisa desse gênero. Melhor seria dizer que o que ressalta as diferenças é falar sobre elas como se elas não fossem nada mais do que diferenças casuais. E há muitas maneiras de falar sobre diferenças como se elas não fossem casuais. Você pode simplesmente afirmar, explicitamente, que elas são “sérias”; você pode falar com tom de “importância” que alguém é branco ou negro; ou você pode, simplesmente, falar a hora toda da cor de pele de alguém – o que ocorre com frequência nos EUA -, como se essa fosse uma informação relevante para o que você está dizendo.

E é precisamente nesse último sentido que devemos entender que Morgan Freeman está falando que “não devemos falar a respeito do preconceito”. É óbvio que, com isso, ele não está querendo dizer que, se virmos alguém sendo preconceituoso, devemos apenas nos calar a esse respeito; isso seria, evidentemente, absurdo. Tudo que ele está querendo dizer é que devemos parar de tratar a diferença de cor como uma diferença relevante – e só podemos fazer isso ser pararmos de falar dela a hora toda.

É nesse sentido que devemos compreender a sua crítica ao mês da consciência negra. Se, para Morgan Freeman, esse mês é “ridículo”, isso, evidentemente, não é porque ele pense que a história dos negros não seja digna de atenção, mas sim porque ele julga que não há motivos para separar a história dos negros da história das demais pessoas dos Estados Unidos – nas palavras do próprio Morgan Freeman, “a história dos negros é a história da América”. E é precisamente por isso que relegar a história dos negros a um mês seria, para ele, degradante – porque isso seria supor que se pode separar a história dos negros da história de toda a América e, mais do que isso, que a relevância dessa história pode ser “espremida” em um mês. Para Morgan Freeman, se outros grupos não pensam em ter o “mês da história branca” ou “mês da história judaica”, isso se deveria precisamente à sensação de que isso seria diminuir algo que não pode ser enclausurado em um espaço de tempo claramente delimitado, e muito menos separado de um contexto maior em que os negros – ou qualquer outro grupo – não são apenas protagonistas de sua “própria” história, mas também participam da “história universal”, tanto quanto e exatamente da mesma maneira que qualquer outro grupo de, pura e simplesmente, seres humanos. Ações que ressaltam a diferença entre negros e outros grupos de humanos, ao estabelecerem o “dia da consciência negra” ou o “mês da história negra” acabam sendo, nessa perspectiva, um tiro no pé do combate ao preconceito: pois, apesar de quererem afirmar o fato de ser negro como algo “positivo”, precisamente por isso, acabam contribuindo para que se leve a diferença entre negros e outros grupos de humanos a sério, como se essa fosse uma diferença que os distinguisse fundamentalmente e que, por isso, os separasse – o que, apesar de poder ter os seus pontos positivos e contribuir em alguma medida para a valorização de pessoas negras, em última instância, impossibilita o avanço efetivo do combate ao preconceito, porque contribui para a segregação em grupos que lhe é característica. Pouco importa que queiramos dizer que ser negro é algo positivo; ao fazermos isso, o que fazemos, mais fundamentalmente, é confirmar, para quem quer que seja, que os negros são um grupo fundamentalmente diferente de outro grupo de pessoas. Quais serão as implicações dessa diferença fundamental – se ela é positiva ou negativa – dependerá, em última instância, muito mais de quem julga que essa diferença é fundamental do que o que se afirma sobre suas “consequências”. E, em todo o caso, o que se faz não deixa de ser preconceito, no sentido de se julgar aquilo que uma pessoa é a partir de uma característica que não possui ligação direta alguma com que tipo de ser humano ela é – e, nesse sentido, não importa de que maneira façamos isso, desrespeitamos, de qualquer modo, a unicidade da pessoa, daquilo que ela é enquanto ser humano, independentemente de sua cor, religião, “tribo”, etc. Se queremos respeitar as pessoas como seres humanos, não devemos tratar suas diferenças entre si nem como algo negativo, nem como algo positivo em si – mas sim como algo indiferente. Mas, entendamos bem o que queremos dizer por indiferente: indiferente, não no sentido de acreditarmos que ser de uma determinada cor, ou credo, ou “tribo”, etc. não desempenha papel em como as pessoas são tratadas na sociedade; indiferente, não no sentido de não nos preocuparmos com as injustiças que são cometidas com pessoas de determinado grupo em função de pertencerem a esse grupo; indiferença, apenas no sentido de não julgarmos que o que diferencia a pessoa de nós mesmos nos diferencia fundamentalmente enquanto seres humanos. Por isso, aqueles que verdadeiramente querem combater o preconceito não devem lutar para que pertencer a um determinado grupo de pessoas seja visto como positivo (nem, evidentemente, como negativo), mas sim para que seja indiferente à nossa dignidade enquanto seres humanos se pertencemos a um ou outro grupo de pessoas

Parte fundamental disso, contudo, é, precisamente, parar de falar sobre as diferenças como se elas devessem ser levadas a sério. Vamos parar de notar se as pessoas são brancas ou negras, homossexuais ou heterossexuais, metaleiras ou pagodeiras, judias ou cristãs; e passemos a notar quem elas são enquanto indivíduos – não como “negro” ou “branco”, mas sim como Morgan Freeman e Mike Wallace. 

A essa altura, algumas pessoas talvez julguem ingênuo pensar que esse tipo de atitude pode ter algum verdadeiro efeito no combate ao preconceito, pois acreditam que apenas atitudes mais explícitas ou “combativas” – o que quer que isso signifique – podem levar à diminuição do preconceito. Contudo, ao que tudo me indica, isso é, simplesmente, falso. Muito pelo contrário: temos muitos motivos para acreditar que é precisamente esse tipo de atitude que tem alguns dos resultados mais significativos no combate ao preconceito. Um dos maiores exemplo disso é como cientistas sociais afirmam que a série Will & Grace teria sido um dos principais responsáveis pela diminuição do preconceito contra gays nos EUA. E, se a série teve esse poder, foi precisamente por fazer com que as pessoas que as assistiam se sentissem conectadas a essas pessoas como se elas fossem seus próprios amigos – momento a partir do qual não importa se a pessoa é gay ou não, mas sim que é uma pessoa com a qual você se sente conectado.

Mais do que isso, para quem prestar atenção, podemos ver outras séries, inclusive atuais, abordando sutilmente o preconceito e o combatendo ao tratar casualmente das diferenças que geralmente são causa desses preconceitos, sobretudo dos preconceitos com homossexuais. Dois exemplos disso seriam Two and a Half Men e The Big Bang Theory, sobretudo a primeira: de fato, em Two and a Half Men, vemos diversas situações em que aparecem personagens gays e nas quais, ao mesmo tempo que se aponta essa diferença, ela não é tratada como uma diferença fundamental, a qual deve sempre ser levada a sério ou a qual impede dos personagens interagirem mutuamente como interagiriam com qualquer outra pessoa. Mais do que isso, a série também oferece diversos momentos em que a homofobia é sutilmente ridicularizada. Talvez a melhor combinação de que podemos pensar seja com o pai da noiva de Charlie, que aparece, em um primeiro momento, como um típico “homofóbico” que tenta mostrar sua masculinidade a todo momento e que, por fim, revela-se ser gay e passa a morar com seu “antigo amor”. E esse personagem, depois de se revelar gay, em nenhum momento é tratado, pelos protagonistas, como uma pessoa fundamentalmente diferente deles – Charlie conversa normalmente com o pai de sua noiva e com o namorado dele, assim como Alan. Mais do que isso, se em algum momento os protagonistas agem de maneira diferente com esses personagens, essa atitude é prontamente ridicularizada e exposta em seu ridículo – que Alan fique com medo do pai da Chelsea e do namorado dele o assediarem quando ele vai à casa deles não é exposto como um comportamento adequado, mas sim como algo digno de riso, pelo absurdo de “ficar com medo de alguma diferença que simplesmente não está ali” – afinal, o pai da Chelsea e seu namorado, assim como qualquer outra pessoa, não tem motivo nenhum para assediar alguém simplesmente porque esse alguém é do sexo que lhe interessa.

Versões mais antigas desse modo de abordar a homossexualidade em séries podem ser vistas mesmo em Friends – basta lembrar como, nos primeiros episódios, Ross está se divorciando de sua esposa porque ela é lésbica e já está com outra pessoa. Entretanto, em absolutamente nenhum momento Carol, esposa de Ross, é tratada diferentemente de qualquer outra pessoa pelos protagonistas – muito pelo contrário, quando ela vai se casar com sua namorada, Ross a apóia e a estimula a se casar independentemente da desaprovação dos seus pais.

Talvez haja alguma espécie de relutância – sinceramente, eu não veria por que não dizer também, de preconceito acadêmico com a possibilidade dessas séries colaborarem de alguma forma significativa no combate ao preconceito. Contudo, parece difícil imaginar que elas não influenciam de nenhum modo a vida de pessoas que passam uma parte significativa de seu tempo as assistindo – e, como vimos, há evidências, de fato, de que elas colaboram e muito, mesmo quando não nos apercebemos disso – e talvez seja esse, justamente, o segredo.

Para concluir, gostaria de indicar ainda outra referência talvez mais humilde, mas igualmente significante (do ponto de vista da compreensão de como se deve combater o preconceito) quanto ao combate ao preconceito pelo tratamento casual das diferenças. Trata-se do webcomic Saturday Morning Breakfast Cereal, uma série de quadrinhos online de comédia. Os autores do site já se manifestaram em diversas ocasiões contra a homofobia, e visivelmente buscam combatê-la da forma que podem. Contudo, o mais brilhante de sua forma de combatê-la é que eles não buscam ressaltar a homossexualidade, mas sim tratá-la como algo casual – basta passar por algumas de suas tiras para descobrir que, em diversos momentos, casais homossexuais são retratados nelas, sem que o tema das tiras seja a homossexualidade, tal como em uma das suas tiras mais recentes. A princípio, isso pode parecer um choque para nós: por que colocar um casal homossexual, se não para discutir a homossexualidade? No entanto, é precisamente esse o ponto – é preciso pararmos de achar que ser homossexual é algo que torna as pessoas tão diferentes que não podemos tratá-las casualmente ou sermos indiferentes ao fato de serem homossexuais. Casais homossexuais são, simplesmente, casais – por que não poderiam ser retratados, então, em qualquer contexto que se refira de algum modo a casais, independentemente de sua sexualidade e sem querer destacá-la como algo que diferencia significantemente um tipo de casal de outro?
Mas talvez a prova maior do brilhantismo do SMBC ao lidar com o preconceito com homossexuais seja esse vídeo. Aqui, a mensagem é clara: deveria ser indiferente a orientação sexual. Ser gay não te dá ‘super poderes gays’, não te dá um senso para a moda, não te faz capaz de insultar brilhantemente o cabelo de alguém, ou qualquer coisa do gênero, para o bem e para o mal. Ser gay significa, apenas, que você é gay. E o ridículo, aquilo que é claramente ridicularizado no vídeo, é que se pense de forma diferente a esse respeito – como se ser gay fosse algo ruim, que requer uma “negociação”, mas que pode ser algo “bom”, porque te dá alguma espécie de “superpoder gay”. O ruim não é ser ou não gay, mas sim não perceber que pouco importa se uma pessoa é gay ou não – o que importa é que ela é uma pessoa, que deve ser tratada igualmente a qualquer outra. Por isso, em vez de ficarmos insistindo no fato de alguém ser gay ou não, ser preto ou branco, ser cristão ou judeu, deveríamos simplesmente parar de falar sobre isso – ao menos, no sentido de parar de insistir nessas diferenças entre pessoas como se fossem mais do que diferenças casuais. Espero que, por tudo que foi exposto aqui, tenha ficado claro que essa proposta não é a de parar de combater o preconceito, muito menos de enfraquecer esse combate. Não é que devamos deixar de nos preocupar com o preconceito e de nos posicionar contra ele; é só que, às vezes, o silêncio fala mais alto – principalmente quando o preconceito se encontra na própria fala

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